Prof. Leonardo Trevisan analisa o paradoxo das eleições no Chile na BandNews

Em entrevista à BandNews no último domingo (16/11), o professor Leonardo Trevisan, do curso de Relações Internacionais da ESPM, analisou o cenário das eleições gerais no Chile, apontando um descompasso entre os indicadores macroeconômicos e a percepção popular. Trevisan destacou que, apesar de o atual governo entregar uma economia estável — com inflação controlada, desemprego baixo e crescimento do PIB superior ao do Brasil —, o voto do eleitorado tem sido decidido pela pauta da segurança pública e pelo temor relacionado à imigração. Segundo o docente, esse clima favorece o crescimento da direita e extrema-direita, indicando um provável segundo turno polarizado e a formação de um Congresso majoritariamente conservador.

O professor também projetou o futuro das relações bilaterais, avaliando que a interdependência comercial deve garantir a manutenção do pragmatismo entre Brasil e Chile, independentemente de quem assuma a presidência. Trevisan alertou, contudo, para os desafios de governabilidade: mesmo que a candidata governista (Jeannette Jara) vença, ela enfrentará um legislativo hostil, refletindo a insatisfação da sociedade chilena com o aumento da criminalidade, que dobrou na última década, impulsionando o desejo por políticas de “mão de ferro”.

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