Professora Denilde Holzhacker analisa os impactos políticos do maior shutdown da história dos EUA

Em entrevista ao Correio Braziliense, a professora Denilde Oliveira Holzhacker, do curso de Relações Internacionais da ESPM, ofereceu uma leitura estratégica sobre o possível fim do maior shutdown da história dos Estados Unidos — uma paralisação que durou 43 dias e gerou prejuízos bilionários à economia norte-americana.

Segundo Holzhacker, o custo político da crise começava a se tornar elevado demais para Trump, que inicialmente tentou atribuir a paralisação à “intransigência democrata”. Com o passar das semanas, porém, os democratas demonstraram coerência e capacidade de manter pressão, inserindo no debate temas centrais como a renovação dos créditos fiscais do Affordable Care Act (o Obamacare).

A professora destacou que, apesar do provável acordo, nenhum dos lados sai com sensação de vitória: a turbulência nos aeroportos, o desgaste público e as recentes derrotas eleitorais dos republicanos contribuem para um cenário negativo para o governo. Ao mesmo tempo, a divisão interna entre democratas progressistas e pragmáticos também se evidencia.

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