A discussão centrou-se na intenção norte-americana de ampliar o uso da classificação de organizações como terroristas, com impactos diretos sobre instrumentos de sanção, cooperação internacional e atuação extraterritorial. Segundo a professora, essa mudança sinaliza um endurecimento estratégico que extrapola o combate ao crime e alcança dimensões geopolíticas e geoeconômicas mais amplas.
A análise também destacou a posição brasileira, que diferencia conceitualmente terrorismo e crime organizado, e, por isso, adota cautela diante de possíveis reclassificações. Esse ponto revela tensões importantes entre agendas de segurança e princípios de soberania, especialmente no âmbito do direito internacional .
Por fim, a entrevista evidenciou os desafios para o Brasil em equilibrar cooperação internacional e autonomia decisória em temas sensíveis, reforçando a complexidade das relações hemisféricas contemporâneas e seus impactos para a política externa brasileira.



