Em entrevista à Rádio CBN (24/02/2026), o Prof. Roberto Uebel analisou o contexto do primeiro discurso do Estado da União de Donald Trump neste segundo mandato, marcado pelo debate em torno das novas tarifas comerciais.
Após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegal parte do tarifaço anterior, o governo anunciou uma tarifa adicional de 10%, com possibilidade legal de chegar a 15% por até 150 dias. A Casa Branca justifica a medida como instrumento para corrigir desequilíbrios externos, reduzir o déficit comercial e estimular a produção doméstica.
Segundo Uebel, o Brasil foi relativamente beneficiado. O país chegou a enfrentar sobretaxas que alcançaram 50% no auge do tarifaço. Com a nova estrutura, parte significativa dos produtos brasileiros permanece isenta, como combustíveis, carne bovina, café em grãos, suco de laranja, aviões, semicondutores e minerais. A redução abre margem para negociação bilateral.
A entrevista também destacou a expectativa em torno da visita do presidente Lula a Washington, em março, quando o tema tarifário deve estar no centro das conversas. Para Uebel, o momento cria uma janela estratégica para o Brasil reposicionar sua pauta comercial em meio à reconfiguração das regras do comércio internacional.



